Devaneios Poéticos e Filosóficos

Fazendo poesias humans para humanos que não sabem que são poesias.


Afabulação

Publicado em 19 de agosto de 2017

 

(Victor Hugo Nicéas)

 

O avaro brada

Intumescido pelo aziago dia.

 

A derme que ali esfria

Uma existência taciturna.

 

Urram pelo ir,

Desejando também partir

Como séquito, para onde quer que vá.

 

Não importa em vida a pecha,

Sendo todos acrisolados

Na suposta mortalidade.

 

Algo compreensível,

Pois na guerra 

Nem sapador sepa a dor

Ou esconde a verdade,

Sendo a moral

O que perde-se de todos,

Não importando a idade.


Vil

Publicado em 16 de agosto de 2017

 

(Victor Hugo Nicéas)

 

Futilidade...

É o que vejo

Rodeado de estorvos desejos

De que nada almejo

Querendo apenas partir.

 

Vazio,

São as pessoas que rodeiam meu 'eu'

Vazio,

São as conversas, cada palavra

Que a esmo se esvaem

Vazio...

 

Tantos seres...

Um tudo que nada é

Um a mais na existência

Deixando na vida apenas carência

Refletida de suas putridas ações.

 

Oh! Homens que apenas andam,

trilhando o trivial caminho da vida,

Vos garanto,

Minha repulsa possuem.


Estagnado

Publicado em 15 de agosto de 2017

 

(Victor Hugo Nicéas)

 

Tresloucados pensamentos

Escorrendo pelo lépido ser que os pensam.

Um fazer ignóbio

Uma mente astuta

Um ser adefuntado.

Parado.

Estático.

 

Confuso...

 

Aviltado por cegos,

Pelos tristes olhos que se vendam

Vendidos para o desejo,

Que não desejam qualquer apreço,

Senão satifazer.

 

Ser o que se pensa?

Fazer ou não fazer?

Eis a questao! 

Talvez lhe baste o querer,

Sem o tocar que aflinge

Mas com a certeza que o sustenta,

Fazendo-o imaginar,

Um tudo que nada atenta.


Minhas Poesias